

16 DE NOVEMBRO, 2025
Artista mais premiado do Festival Alegretense da Canção.
Conquistou os troféus de melhor arranjo e 3º lugar geral com a canção "A Pampa".

A Pampa (Ao Vivo no FAC 2025)

Adam Gerônimo - A Pampa (Ao Vivo no FAC 2025)

CONHEÇA O PROJETO:
Na vida contemporânea, não há cidade sem o que é produzido no campo. Assim como não há rural sem as técnicas desenvolvidas pela cidade. Este projeto explora musicalmente as fendas conceituais, ideológicas e subjetivas das várias formas possíveis de viver o campo e a cidade. No interior do Rio Grande do Sul, essa dicotomia é dissolvida pelas periferias: um pouco urbanas, um pouco rurais. Adam Gerônimo é fluente desse contexto. É dessa confluência que nasce o projeto Do Campo Pra Rua. Buscando atingir uma sonoridade própria que revele a mistura da música da campanha com a música urbana. Ainda em andamento, este trabalho deve ser lançado em maio de 2026. Além de Adam Gerônimo, integram a equipe do projeto: Geise Oliveira, designer e diretora de arte; VOE Filmes; produção audiovisual e direção de fotografia; e Jay-Gueto, produção musical e engenharia de áudio.
VEJA ALGUNS TRECHOS DAS CANÇÕES:






















































![A injeção simbólica que uma viagem bem elaborada dá é movedora de horizontes. No último mês tive o prazer e o privilégio de viajar com a pessoa que escolhi viver junto pra capital do estado em que nasci. O interiorano, normalmente, quer ir pra beira, pro litoral. Viver e enxergar o que não vê. Dessa vez fizemos diferente em dose dupla.
Porto Alegre é vibrantemente estável. Como toda metrópole escancara desigualdades. Não tive como viver os dias lá sem pensar nas vulnerabilidades humanas que residiam nas periferias que não visitei (mas senti) e nos transeuntes de olhar aguardante. A bolha em que estive estava cercada de sensação de segurança em todos os sentidos. Em algum momento até ouvi que se precisava de mais.
Mas alguma coisa nessa cidade me trouxe uma sensação de futuro humano possível. A pluralidade cultural e sua força me fez pensar que a tolerância pode sim ser praticada nos termos democraticos. Que a harmonia é caminhar diferente em vista de uma unidade maior: ser humano.
O que vi nos museus, nas ruas, nos bares e nas casas foi um Brasil, uma cultura potente e potencial. Abracei a vida de Vinícius de Moraes no Farol Santander. Enxerguei o plural, o visceral e o poético etnologico na obra de Carlos Vergara ao visitar o Iberê Camargo e o MARGS. Torrei no calor de uma piscina. Fui boemio di poa nos bares da CB. E apertei bem firme a mão de um dos maiores artistas do Brasil.
Uma metrópole tem mesmo seus fascínios. No show do Emicida eu me senti parte de um mundo dentre tantos outros que aconteciam simultaneamente ao nosso.
Aquilo foi inteiro, pleno e cheio de profundidade. Quando ele entrou no palco eu não sentia nada a não ser as lágrimas escorrendo pelo meu rosto. Até o final do segundo coro de "viver é partir, voltar e repartir" eu me derreti inteiro. O fato de eu ter vivenciado limitações da pobreza nesse mundo de privilégiados e naquele momento estar rompendo muitas barreiras por simplesmente estar lá era uma das coisas que mais me emocionava [...]](https://scontent-lga3-2.cdninstagram.com/v/t51.29350-15/437128701_1478877639678773_1911804817357279655_n.webp?stp=dst-jpg_e35_tt6&_nc_cat=100&ccb=7-5&_nc_sid=18de74&efg=eyJlZmdfdGFnIjoiQ0FST1VTRUxfSVRFTS5iZXN0X2ltYWdlX3VybGdlbi5DMyJ9&_nc_ohc=6BwoqkTTTPUQ7kNvwHMgTvZ&_nc_oc=AdnqNi0DEEa7Mg3l3M6E6AJkI1jEAsJLTeat3jKbxCQzhNo5vTd-HWTl99GutGlkKq0&_nc_zt=23&_nc_ht=scontent-lga3-2.cdninstagram.com&edm=ANo9K5cEAAAA&_nc_gid=l-lLUoxyVhP0_21whBSLLg&_nc_tpa=Q5bMBQE1NqA5o29Sl_y_y9GRjG1vZzQm_L5Z772uHRUoxZB9WLFoSiwNActVRe9tV2XUeL_Sb8cudOLj&oh=00_Afxe18H4M8HUGGjsXlMiPVPPeu6Bwv3jkVdo8ajWmoBDAw&oe=69B694D4)